Território Nacional


Resultado das eleições Legislativas


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Miguel Teixeira
Vitória “absoluta” do Centro/Direita “empurra” Sócrates para a “porta de saída”
Aberto caminho à sucessão no PS

O resultado das eleições legislativas representam uma profunda mudança no rumo político do País, que nos últimos 17 anos, foi governado por Governos do PS, à excepção do período 2002/2005, período de maioria PSD/CDS, com Durão Barroso e 4 meses de Santana Lopes. O PSD consegue nestas eleições 38,63% dos votos, elegendo 105 Deputados, faltando agora apurar 4 mandatos dos círculos da emigração.

O PS fica com 28,05% dos votos, elegendo 73 Deputados para o parlamento, sendo o partido mais penalizado pelos portugueses. O CDS com um score de 11,74%, ao eleger 24 Deputados, consegue o melhor resultado do partido nos últimos 28 anos. A CDU passa a ser o quarto partido português com 7,94% dos votos, elegendo 16 parlamentares para S. Bento, mais um do que nas eleições de 2009. Finalmente, o Bloco de Esquerda, a par do PS é um dos “derrotados” da ressaca eleitoral. O Bloco perde 8 Deputados e regressa ao “capital político” conseguido nas eleições de 2005, aquando da primeira maioria de Sócrates, precisamente 8 Deputados.

A Direita recupera o poder num contexto de austeridade, obrigada que está a cumprir as determinações da "troika" internacional, mas quer Pedro Passos Coelho, quer Paulo Portas revelaram a intenção de não alienarem o apoio do PS, que abriu o processo de sucessão, na sequência da demissão de José Sócrates. O PSD tomou o lugar do PS como vencedor em dez círculos eleitorais - mas o CDS-PP ficou imune ao efeito do voto útil. Com efeito, Paulo Portas pode também clamar vitória, na medida em que dilatou o grupo parlamentar, ficando com tantos deputados eleitos como o conjunto dos dois partidos mais à Esquerda (CDU e Bloco).
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