Cabeceiras de Basto


Resultado das eleições Legislativas


  • Total
  • Abadim
  • Alvite
  • Arco de Baúlhe
  • Basto
  • Bucos
  • Cabeceiras de Basto
  • Cavez
  • Faia
  • Gondiães
  • Outeiro
  • Painzela
  • Passos
  • Pedraça
  • Refojos de Basto
  • Rio Douro
  • Vila Nune
  • Vilar de Cunhas






































































Vítor Pimenta
A menor afluência relativa às urnas em Arco de Baúlhe, uma freguesia com tradicional voto forte no PS, dava o mote. Com os números da abstenção confirmados a superarem as eleições de 2009, seria de fácil previsão a hecatombe da esquerda num concelho de raiz conservadora, só pela simples desmobilização do eleitorado tradicional socialista perante o desgaste do governo. A esquerda toda é sempre mais susceptível de ceder à desilusão com o acto eleitoral. O resultado do Bloco de Esquerda e da CDU é por aí, particularmente de desapontar. Longe de capitalizar o desmantelamento do PS, estes dois partidos conseguem piores resultados do que em 2009, nada que justifique a alegria, ainda que jocosa, do comunista José Manuel Marques na Rádio Voz de Basto. O eleitorado cabeceirense moveu-se essencialmente para a área laranja, (o CDS, curiosamente até perdeu eleitores). Subscreveram uma mudança dentro da "inevitabilidade" da troika. O estilo de eucalipto do PS torceu e quebrou.

Os números, portanto, merecem uma reflexão profunda para o grande perdedor desta noite que é a liderança local do Partido Socialista, que de algum modo se confunde com a da distrital do partido. Cai assim o mito de Cabeceiras de Basto como bastião socialista e esgota-se Joaquim Barreto como motor de grandes vitórias. O mesmo ciclo que chega ao fim no Largo do Rato, acaba também por exigir uma nova vida aos socialistas cabeceirenses, longe do unanimismo forçado e vazio de ideologia. O PS terá de abrir portas, tornar-se bem mais permeável e tolerante a novas ideias, novas pessoas e quadros.

Dois grandes vencedores da noite eleitoral por aqui, voluntários ou não, são Mário Leite, oportuno na tentativa de reerguer um partido até há pouco moribundo em Cabeceiras de Basto, e André Gonçalves Pereira, líder da JSD, pela dinâmica vodka laranja que foi impondo aos adversários. Agora resta saber se o PSD consegue lidar com a oportunidade para tomar de assalto a Câmara Municipal em 2013. Precisará de um programa credível, um leque de nomes fortes e um candidato carismático, longe da figura que levou às urnas em 2009. Mas também precisará que o PS se deixe ficar no marasmo, que duvido. Uma novela interessante de se acompanhar no contexto muito provável de um novo mapa de freguesias.





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