22 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 25-07-2011
Por: Redacção
Entrevista ao Presidente da Comissão Política do PSD de Cabeceiras de Basto o Professor Mário Leite
Mário Leite
Tendo em conta o actual contexto político nacional e local o jornal “O Basto” foi ao encontro do actual Presidente da Comissão Política do PSD da secção de Cabeceiras de Basto, o Professor Mário Leite, e entrevistou-o. O excerto da entrevista poderá ser lido no texto seguinte.

É a primeira vitória em 20 anos para as legislativas

Nas eleições legislativas que decorreram nos últimos vinte anos o PSD não foi o partido mais votado em Cabeceiras de Basto. No entanto,  os resultados das eleições legislativas de 2011 colocaram um fim a este interregno social-democrata tendo o PSD sido o partido mais votado, nestas eleições, em Cabeceiras de Basto.  Ao colocarmos este facto, Mário Leite realçou que os “órgãos da Secção do PSD só foram eleitos em 2 de abril, já com o processo eleitoral para as eleições legislativas em curso” o que não impediu “uma campanha eleitoral forte, com actividades diferenciadas e em todo o concelho”.  Mário Leite assinala a importância da vitória do PSD contudo resguarda que não se deve “extrapolar os resultados das legislativas para as eleições autárquicas” mas ao mesmo tempo considera que é “auspicioso saber que o eleitorado cabeceirense se pode mobilizar em torno de um projecto apresentado pelo PSD.”

Quase vinte anos de poder é muito tempo. É tempo para marcar uma época

Interpelado sobre a política socialista vigente há perto de vinte anos na orientação da autarquia cabeceirense, Mário Leite é contundente na resposta. Afirma que nos últimos vinte anos existem “coisas meritórias” e “outras não”. Mário Leite assevera que “após dezenas de milhões de euros em investimento” o concelho não “está mais rico, mais desenvolvido” justificando-o com “níveis de desertificação acentuados, desemprego galopante, forte emigração, resultados escolares deficientes, muitas famílias em situação de grave situação social e económica” e com a presença do concelho na “cauda das listagens dos indicadores de desenvolvimento”. 

Eu não estou na direcção do partido para analisar o passado

Questionado sobre a prestação da oposição social-democrata durante os últimos vinte anos e, em particular, da coligação “Pela Nossa Terra” em 2009, Mário Leite reconhece que “que nem sempre conseguimos [o PSD] fazer o papel da oposição da forma mais adequada, mas são as vicissitudes das organizações e dos contextos políticos” mas sublinha que não está na “direcção do partido para analisar o passado” mas que tem “consciência dele” e está “aqui para promover o futuro”. 

Este projecto centralizar-se-á num plano de desenvolvimento sustentado para o concelho

Mário Leite adiantou que o projecto político a apresentar nas próximas eleições autárquicas será desenvolvido por um Gabinete de Estudos. Este projecto centralizar-se-á num plano de desenvolvimento sustentado para o concelho descartando “as obras avulsas, ao sabor de impulsos eleitoralistas” e “esperando o contributo dos cidadãos cabeceirenses”.  Refere “que Cabeceiras precisa de um amplo movimento de cidadania que mobilize a sociedade para os desafios do futuro” e que neste sentido o PSD “deve ampliar o âmbito da coligação que já existe com o CDS-PP” com a integração de “cidadãos livres que queiram dar ideias, que queiram ajudar a mudar Cabeceiras”. 

Sobre eventuais medidas, o PSD pretende “uma autarquia de portas abertas para todos. Que seja uma entidade que sirva os cabeceirenses, facilitando o empreendedorismo, que seja  isenta e transparente. Pretendemos uma autarquia aberta, democrática e amiga do cidadão. Uma autarquia que exista para servir e responder às necessidades dos seus munícipes”.

Só quem quer o poder a todo o custo, só quem olha para o seu umbigo está preocupado com  nomes, com lugares” 

Mário Leite não avança com nomes argumentando que ainda não é o momento. Afirma que o “concelho necessita de um projecto político que defina os vectores do seu desenvolvimento” e que ”agora é crucial estar à altura das responsabilidades deste momento”. Remata este assunto dizendo que deve-se “fazer o que tem de ser feito e, a seu tempo, teremos também as equipas que lhe darão corpo”.  

São os rostos de um longo passado e de um projecto esgotado, mas o concelho precisa de uma equipa nova para o futuro

Sobre a disponibilidade de China Pereira e Joaquim Barreto para serem os candidatos oficiais do PS, Mário Leite diz que “os cabeceirenses devem agradecer a disponibilidade a estas duas figuras dos últimos trinta anos do PS. São os rostos de um longo passado e de um projecto esgotado, mas o concelho precisa de uma equipa nova, com novas ideias, com um novo projecto para o futuro. Esta seria uma solução de continuidade, na qual ninguém saberia ao certo quem mandaria”. 

Confrontado com o prenúncio de uma ruptura entre Joaquim Barreto e Jorge Machado, Mário Leite assegura que “as questões internas do PS não nos [ao PSD]  dizem respeito”. 

No fim da entrevista é colocada um hipotético apoio do PSD a uma eventual candidatura independente liderada por Jorge Machado. Mário Leite diz que “a estrutura da coligação, que o PSD integrará, escolherá os candidatos que considere estar em melhores condições para cumprir o projecto político e para ganhar as eleições. De todo o modo, a estratégia autárquica aprovada pelo PSD passa por concorrer, em coligação, a todos os órgãos autárquicos do concelho, pelo que a hipótese de não apresentar candidaturas próprias está claramente excluída.”

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