22 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 10-03-2015
Por: Redacção
Demissão de China Pereira: Eleições intercalares ou não, eis a questão
Eleições intercalares ou não?
Na ressaca do pedido de demissão de China Pereira da Presidência da Câmara Municipal e após os comunicados públicos dos principais intervenientes políticos de Cabeceiras, fica a pairar no ar uma questão: Vai haver ou não eleições intercalares?

Claramente do lado do sim, encontram-se as duas forças da oposição. PSD e IPC estão em sintonia no pedido de eleições antecipadas, bem como, na culpabilização do Partido Socialista pela situação criada.

O PSD de Cabeceiras afirma que “esta demissão resulta de um comportamento irresponsável por parte do Partido Socialista de Cabeceiras de Basto”. Os sociais democratas consideram que “o programa político mais votado nas últimas autárquicas está posto em causa e necessita da legitimação dos cabeceirenses”, dessa forma entendem que “só devolvendo a voz ao Povo poderemos esclarecer a vontade dos Cabeceirenses”. Confrontado com o facto de não estarem representados no executivo, após a retirada da confiança política ao vereador Mário Leite, o Presidente da Concelhia do PSD, Duarte Nuno Basto afirmou que“ se vestisse a pele dos vereadores e dos elementos do executivo saberia o que fazer, mas compete a cada um assumir a sua responsabilidade. Para nós o assunto é muito claro, havendo qualquer espaço para a dúvida política sobre o futuro do concelho: eleições antecipadas”.

No mesmo diapasão toca o Movimento IPC, no comunicado de reação à demissão  de China Pereira afirmam que “os dirigentes do Partido Socialista constituíram o principal fator de instabilidade e impediram uma gestão tranquila da Câmara pelo seu próprio Presidente, cabendo-lhes a responsabilidade exclusiva pela demissão do Dr. China Pereira”. O IPC utiliza as palavras do presidente demissionário para justificar o pedido de eleições antecipadas “as condições políticas na base das quais aceitou ser candidato pelo Partido Socialista, em 2013, se alteraram profundamente nos últimos meses”, sublinham, ainda, que “novo Presidente não foi a escolha da população cabeceirense que votou no PS. Por outro lado, o PSD deixou de estar representado na Câmara, o que agrava a diferença entre o novo Executivo e o que foi proposto aos eleitores em setembro de 2013.” Por isso defendem “ a devolução da palavra ao povo, através da realização de eleições intercalares para a Câmara Municipal.” O IPC afirma que  “a convocação de eleições não depende só de nós”, e mostram-se disponíveis “para criar em conjunto com as outras forças políticas as condições necessárias para que tal aconteça”.

Numa posição diametralmente oposta encontra-se, aparentemente, o Partido Socialista. Acusados pela oposição de serem os únicos causadores da saída de China Pereira, os Socialista de Cabeceiras, num breve comunicado indicam que se apresentaram nas últimas eleições autárquicas com “ um projeto de continuidade iniciado em 1993, que possibilitou ao nosso concelho um forte desenvolvimento”. Sem nunca referirem o nome do anterior Presidente de Câmara, o PS manifesta  “agradecimento pelo trabalho desenvolvido por Cabeceiras de Basto”  e desejam “as maiores felicidades e a disponibilidade para colaborar com o novo Presidente da Câmara Municipal”. O líder da concelhia do PS de Cabeceiras de Basto revelou “discordar de absoluto” da realização de eleições, considerando a demissão de China Pereira como “um acto de vontade individual” e que o “PS vai garantir estabilidade na Autarquia”.

Quem também tomou uma posição pública foi o vereador Mário Leite. O antigo vereador do PSD que neste momento não é apoiado por nenhuma força política, lamenta a “oportunidade perdida” e responsabiliza o PS pela atual situação política. Segundo Mário Leite o “O PS esbanjou a oportunidade de assegurar um mandato pacífico, de tolerância, de empenhamento e de construção de um novo projeto comum para Cabeceiras.”

Sem nunca referir qual será a sua intenção no futuro, nem qual a sua posição em relação à possibilidade de eleições antecipados, Mário Leite  exige que o PS “que assuma as consequências políticas” ao mesmo tempo que enaltece o trabalho realizado pelo ex-Presidente de Câmara.

Recorde-se, também, que no epicentro de todo este terramoto político encontra-se a nomeação de Isabel Coutinho para vereadora a tempo inteiro. Com a saída de China Pereira, Isabel Coutinho viu a sua posição ficar ainda mais fragilizada. Sem qualquer tipo de intervenção pública sobre este assunto até à data e com a próxima reunião de Câmara agendada para a próxima sexta-feira, espera-se que mais factos surjam em cima da mesa.

As reações já atravessaram as fronteiras do concelho, num comunicado a distrital de Braga do PSD considera “absolutamente inaceitável que um presidente de Câmara eleito democraticamente pela população tenha sido assumidamente destituído e saneado pelo Partido Socialista”. Os sociais-democratas da distrital repudiam ainda “as manobras de caciquismo aparelhístico no interior do PS, promovidas pelo anterior presidente da Câmara Municipal e atual presidente da Assembleia Municipal e presidente da Federação Distrital do PS, Joaquim Barreto, um dos mais importantes apoiantes do atual líder do PS, António Costa. O eurodeputado José Manuel Fernandes, entende que “se impõe a convocação urgente de eleições intercalares para o Município de Cabeceiras de Basto, por forma a reparar a traição feita à vontade sufragada da população nas últimas autárquicas”, desafiando a liderança nacional do PS  a “rever a sua posição e, no mínimo, demarcar-se desta situação”.

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Comentários (1)
Anónimo disse

ELEIÇÕES ANTECIPADAS JÁ! Era bonito e quem ganhava? Se ele soubesse que eram os mesmos ainda apoiava mas as contas podem sair furadas. O Chico que se ponha a toques que ele faz-lhe o que fez ao Chiquinho ( e este também não acreditava que ele era menino para isso).


11 de Março de 2015 02:30








Anónimo:



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