24 de Fevereiro de 2018
Mondim de Basto | 11-12-2014
Por: Redacção
CDS-PP acusa PS de transformar Mondim num “concelho fantasma”
Câmara Municipal de Mondim de Basto
Os centristas mondinenses fazem um ponto de situação, decorridos 5 anos da governação do PS, sob a gestão de Humberto Cerqueira, e deparam “com um concelho cada vez mais abandonado, pobre e sem soluções à vista. Um concelho sem oportunidades”, dizem.

Com Cerqueira no 2º mandato, os centristas manifestam “preocupações pela atual gestão passiva e nada empreendedora” do edil mondinense que, segundo o partido liderado por Fernando Gomes, se encontra “sem visão ou um plano estratégico para desenvolver economicamente os sectores fundamentais que passam naturalmente pelo apoio à criação de empresas e postos de trabalhos”. O CDS-PP de Mondim não aceita os argumentos de Humberto Cerqueira, de que a “triste realidade a que tem votado o nosso concelho, é derivada da crise que o país atravessa ou do buraco financeiro herdado, quando concelhos e vizinhos estão a contrariar este fator nacional”.

Por outro lado, os centristas lamentam que não sejam contrariadas as fragilidades económicas: “A Câmara tem de seguir o exemplo de outros concelhos que, mesmo em tempo de crise têm encontrado resposta ao nível de investidores”.

Os centristas recordam que no passado, Mondim “servia de rampa de lançamento, era a charneira de movimento, circulação e atração dos vários municípios de Basto e arredores. Mondim mobilizava, Mondim era atrativo e a sua economia fomentava investimento e qualidade de vida. Agora, sem nascimentos, com taxas de desemprego avassaladoras, sem população, com a maioria dos jovens a emigrar, com o comércio a ter de fechar todos os dias, Humberto Cerqueira não pode continuar a olhar para os problemas do varandim do município, como se se tratasse de um assunto menor”. Para o partido de Fernando Gomes, “o Concelho não se pode fechar em si mesmo e deve apostar em iniciativas comuns ao nível de Basto, com um plano global e sustentado, dando a mão à participação dos vários agentes económicos e civis”. Mondim de Basto “tem áreas com um vasto potencial inexplorado, nomeadamente na área do Granito, Floresta e sobretudo naquilo onde temos o maior potencial, o Turismo”.

Este último sector económico é, aliás, para os centristas, o “único caminho, embora mais lento, que, pela sua transversalidade, nos garante um futuro seguro e duradouro, pois trata-se de um produto nosso, que não se esgota, nem se desloca do nosso território, como é o caso da indústria”. E insistem que “o turismo é o sector vital e estratégico para que Mondim de Basto se desenvolva e ultrapasse a opacidade em que se transformou ou serão os nossos vizinhos a explorarem os nossos recursos, com a agravante de sermos a sua sombra, facto que neste momento já se sucede”. É sob um cenário de “inércia e incapacidade de dinamizar o concelho, Mondim de Basto está neste momento em morte lenta, moribundo, ligado às máquinas”. O CDS-PP teme que o concelho se torne povoado maioritariamente por idosos” e que passe a “figurar como um lugar menor do distrito de Vila Real”.

Os centristas vêm oportunidades na “qualidade de vida, tantas vezes sugerida como um exemplo na atração de pessoas, que fogem de rotinas, esgotadas pelo cansaço das cidades, o nosso ar puro, as nossas paisagens, a nossa tranquilidade”. Por outro lado, as soluções passarão também “por multiplicar esforços no sentido de criar incentivos fiscais, procurar investidores ou mesmo criar um gabinete estratégico para o investimento e empreendedorismo na autarquia” sem os quais “não se gera emprego e sem emprego não se fixam pessoas”. Para o CDS mondinense, “os tempos recentes mostram uma vila vazia, sem dinâmica, amorfa ou mesmo deprimida na esperança de desenvolvimento” pelo que exigem que “Humberto Cerqueira deixe o atos propagandistas e passe a olhar para este problema com a dimensão e preocupação que impõe e requer”.

Para além da aposta na atratividade, os centristas dizem ser “preciso cuidar de quem cá mora e investiu os seus recursos, para que também acredite e traga outros. Assim, a solução passará por reduzir as taxas de IMI para os valores mínimos e premiar os residentes com uma redução do IRS até 5 por cento” como foi proposto por estes na última assembleia. O CDS-PP vê também em sectores como o Granito, a Floresta e o Turismo uma fonte potenciadora de atratividade que não tem tido o tratamento mais conveniente.

Os desafios de Mondim “pedem arrojo, confiança e, acima de tudo, uma visão estratégica que ao longo deste cinco anos, Humberto Cerqueira não soube delinear. Este Concelho não pode continuar a ser tratado com medidas de mera cosmética, nem baseados no tacticismo político, se não morre de vez”.

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Comentários (1)
sovisto disse

Não deixais de ter alguma razão naquilo que dizeis, o concelho vai de mal a pior. Se a reorganização administrativa do país continuasse o concelho arriscava a virar freguesia de alguém. Todavia, o que apresentais é mais retórica do que outra coisa, coisa menos coisa iria dar ao mesmo. Aliais, a oposição em Mondim, precisou que o poder lhe fizesse oposição para mostrar que ainda existe. Embora sem tempo para participar em reuniões, tratar dos demais assuntos na defesa dos interesses do concelho e dos que lhes confiaram a o seu voto.


15 de Dezembro de 2014 09:51








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