24 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 11-12-2014
Por: Redacção
Câmara já é formada por sete "independentes"
China Pereira em rotura com PS de Cabeceiras
Na última sessão de assembleia municipal a tomada de posição do PS sobre o orçamento, lida por Domingos Machado, revelou um conflito aberto entre China Pereira e o PS de Cabeceiras.

Os indícios já não são novos, mas por certo nunca ninguém adivinharia que apenas passado pouco mais de um ano, desde as últimas eleições autárquicas, o ambiente político na autarquia cabeceirense estivesse tão agitado.

Ainda antes do novo executivo municipal tivesse sido eleito, muitos eram já os rumores que circulava na “praça pública” da discussão política que China Pereira era candidato à Câmara Municipal numa manobra de Joaquim Barreto para perpetuar o seu poder à frente da autarquia e para que, quatro anos depois, pudesse candidatar-se novamente. Mais tarde, já com China na presidência da Câmara, foram vários os movimentos de aproximação entre PS local e o vereador do PSD Mário Leite, eleito pela coligação PSD/CDS,  e que ditaram em Agosto de 2014 a retirada da confiança politica por parte do PSD a este vereador. Na altura, em comunicado, o PSD afirmou a existência de “diferenças políticas relevantes entre a atuação política da Comissão Política do PSD e o vereador eleito pelo PSD, Prof. Mário Leite”. Mário Leite, vendo-se assim relegado para uma situação em que a sua vereação não era representada pelo PSD, encontrava-se em independência para com o mesmo partido.

Mais tarde, indícios de conflito entre China Pereira e Joaquim Barreto, aquando das eleições primárias do Partido Socialista. De um lado China Pereira apoiava António José Seguro, tendo o mesmo estado em visita a Cabeceiras. Do outro, Joaquim Barreto apoio acerrimamente António Costa, que viria a vencer.
Recentemente, em Outubro, o PS local reuniu para eleger uma nova comissão política, tendo sido eleito para a encabeçar Domingos Machado. Nesta reunião, e assim como noticiou na última edição o jornal O Basto, fontes presentes indicaram um ambiente hostil com Joaquim Barreto protagonizando fortes críticas à atuação de China Pereira enquanto Presidente da Câmara. Nesta mesma reunião, vários membros da comissão politica, apoiantes de China Pereira, não apareceram em tom de protesto.

Apenas duas semanas mais tarde dessa reunião, o Presidente China Pereira, em entrevista ao Diário do Minho, indiciou uma situação de insustentabilidade da cooperativa Basto Vida, presidida por Joaquim Barreto. Na entrevista o Presidente da Câmara deixou a entender que a mesma teria que ser reestruturada pelas elevadas transferências monetárias que necessita por parte da Câmara para manter o seu funcionamento. Fonte do Partido Socialista local indicou ao jornal que esta entrevista caiu muito mal no seio da comissão política do PS Cabeceiras.

No entanto, o mais forte sinal de conflito aberto aconteceu na última sessão de Assembleia Municipal, dia 27 de Novembro, aquando da tomada de posição por parte do PS sobre o Orçamento Municipal e Plano de Atividades para 2015 às 4horas e 8 minutos do decorrer daquela sessão. Na tomada de posição, Domingos Machado, afirmou que o “partido socialista que ganhou as eleições na maioria nas juntas de freguesia, na Câmara e na Assembleia Municipal não foi ouvido na elaboração do orçamento e do plano de atividades.” Desta forma deixou claramente a entender que China Pereira e os seus vereadores, Isabel Coutinho e Francisco Alves, não representam o Partido Socialista, caso contrário, a questão de o partido socialista não ser ouvido não se colocaria, dado que os mesmos foram eleitos por esse partido. Domingos Machado continuou  desta forma “O partido socialista de Cabeceiras de Basto que aos olhos dos cabeceirenses é tido como principal responsável pela gestão municipal foi institucionalmente desconsiderado, desrespeitado e desresponsabilizado perante as pessoas que elegeram os seus candidatos para os órgãos autárquicos de Cabeceiras de Basto”. O comunicado continua dizendo que os eleitos pelo PS local foram igualmente desrespeitados porque não ouvidos pelo Presidente e pelos seus vereadores. É aqui dado a entender que os China Pereira, Isabel Coutinho e Francisco Alves não respeitaram o seu compromisso e como tal desrespeitaram os eleitores do PS que os elegeram para os respetivos cargos.

A esta quebra entre executivo e partido socialista que oficialmente foi apresentada naquela sessão de Assembleia Municipal, o Presidente não reagiu, mantendo o silêncio.

Após a Mário Leite ter-lhe sido retirada a confiança politica pelo PSD, esta quebra por parte do PS com os seus representantes,  e tendo em conta os três vereadores pelo movimento Independentes por Cabeceiras, a Câmara parece contar já com sete vereadores “independentes”.

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Comentários (1)
Anónimo disse

independentes ao poder já!


11 de Março de 2015 02:34








Anónimo:



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