22 de Fevereiro de 2018
Ribeira de Pena | 26-11-2014
Por: Redacção
Entrevista do Jornal O Basto à escritora Ribeirapenense Ana de Carvalho
Ana de Carvalho publicou a sua primeira obra “O destino assim o quis”.
O nome é Ana Maria Fernandes de Carvalho, nascida a 14 de Fevereiro de 1976 no concelho transmontano de Ribeira de Pena, Vila Real. Mesmo sem nunca ter pensado em editar nada até ao ano de 2014, quando publica a sua primeira obra “O destino assim o quis”, foi desde cedo que começou a escrever – da poesia a histórias.

Na página online da sua editora, Chiado Editora, é apresentada como Mulher, amiga, esposa e mãe dedicando todo o seu tempo a tudo o que lhe possa trazer felicidade. Para além da sua ocupação literária, Ana de Carvalho chegou a trabalhar em Contabilidade e Gestão, tendo um curso nessa área. Atualmente, e desde 2007, trabalha na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Departamento de Apoio aos Órgãos - Vila Real. O Jornal o Basto esteve à conversa com a escritora ribeirapenense e traz aos leitores o resultado nesta edição.

OBasto: É recente a estreia do seu livro. Mas antes de falarmos sobre a obra que acaba de publicar, gostaríamos de perguntar à Ana de que forma a escrita começou a ter um papel importante na sua vida?

Ana: Olá. A escrita começou a ter um papel importante na minha vida desde muito cedo. Claro que o seu grau de importância foi aumentando com o passar dos anos. No secundário às vezes era elogiada por colegas pelos trabalhos que realizava, isso também fez aumentar o amor que eu já tinha pela escrita. Ganhei mais confiança.

OBasto: É referido nas informações que recolhemos sobre a autora que desde cedo começou a escrever. Porquê só recentemente decidiu levar ‘a público’ a sua paixão pela escrita com a edição deste livro?

Ana: Uma boa pergunta! Talvez porque precisava de tempo. Acho que as coisas têm o seu tempo de ser e acontecer. Talvez este tenha sido o momento correto para tornar “público” esta minha paixão pela escrita. Sinto-me hoje uma pessoa mais confiante e madura, coisas que eu considero essenciais quando queremos fazer algo de novo e pelo qual vamos ser avaliados.

OBasto: A edição de um livro é o culminar de uma longa e árdua caminhada, de muito trabalho e dedicação. Fale-nos das maiores dificuldades que sentiu quando decidiu escrever o romance…

Ana: Como já disse em algumas sessões de autógrafos a minha maior dificuldade foram as folhas soltas. Eram folhas onde escrevia a história e as quais passava a vida a perder. A história foi fácil de criar, passar para o papel foi difícil, aliás impossível. O livro só começou realmente a ganhar “forma” quando comecei a escrever a história diretamente no computador.
   
OBasto: A Ana descreve-se como mulher, amiga, esposa e mãe. É especialmente     difícil percorrer a longa caminhada de escrever um livro, pela dedicação que isso     exige, quando é necessário dar tanto do nosso tempo à família, aos amigos…?

Ana: É óbvio. Quando escrevemos um livro precisamos de muito tempo livre para dedicar à escrita. Temos nestas alturas que estabelecer prioridades, aproveitar todos os momentos para escrever, mas nunca deixar de dar importância a quem nos rodeia. Precisamos adotar uma postura diferente durante o tempo em que escrevemos, mas com força de vontade tudo se consegue. 
OBasto: Todo este esforço, certamente exigido de si, foi  sempre encarado com ânimo? Seguindo aquele que parece ser o seu lema de vida: dedicar todo o seu tempo ao que lhe possa trazer felicidade?

Ana: Claro que sim. Nem consigo encarar a vida de uma outra forma. Se encararmos a vida com ânimo tudo se torna mais fácil.

OBasto: Quanto estava a sentir-se prestes a terminar o livro, como decorreu todo o processo até ter sido recebida na Chiado Editora? Contou com a ajuda de amigos, editores, alguém em especial que a aconselhou?

Ana: De um modo muito tranquilo. Terminei de escrever o livro e enviei para três editoras, passado pouco tempo já tinha uma resposta afirmativa por parte de duas dessas editoras. Não contei com a ajuda de ninguém, não diretamente. Pedi a um amigo que me indicasse nomes de editoras que publicassem romances, ele indicou e eu escolhi três delas. Optei pela Chiado Editora, pois achei que era a melhor.

OBasto: Um outro escritor, José Saramago, disse em tempos que era comum uma lágrima escorrer-lhe o rosto quanto colocava o último ponto final num livro, sentindo um misto de alívio e de pena. Sentiu esse misto quando colocou o último ponto final no seu livro?

Ana:
Senti isso obviamente. É algo muito pessoal, no fundo queremos terminar a obra, mas temos pena da história terminar ali naquele momento. Fica sempre tanto por dizer e contar. Acho que para nós, autores, a história nunca acaba verdadeiramente.

OBasto: No passado dia 18 de Agosto, a Ana fez questão de apresentar o seu livro “O destino assim o quis” na sua terra natal, em Ribeira de Pena. Sente que muito do que é hoje e da sua paixão pela escrita se devem às memórias ali presentes?

Ana: Claro. Eu nasci numa terra maravilhosa, com paisagens lindas. Tantas foram as vezes em que me refugiei junto ao rio que passava perto da casa dos meus pais. Era para lá que “fugia”, para escrever ao som da água e dos pássaros, a natureza sempre me inspirou. Aliás o Camilo Castelo Branco também prezava a natureza e viveu em Ribeira de Pena.

OBasto: Sabemos que a sua terra natal é importante para si, tentando sempre manter com contacto com as suas raízes. De que forma considera que a literatura poderá ser estimulada, não só ali, mas em toda a região envolvente?

Ana: Ribeira de Pena é muito importante para mim. Foi a terra que me viu nascer e crescer. Vou estar eternamente ligada a esta vila maravilhosa a qual visito frequentemente. Respondendo à questão, eu tentei escrever este livro numa linguagem muito acessível e o principal objetivo foi precisamente estimular os jovens para a leitura. Tentar de algum modo que eles deixassem um pouco de parte os jogos e as consolas e começassem a ler um pouco mais. Pelo que sei através de alguns pais, consegui isso com alguns jovens, por isso, neste momento sinto-me feliz. Talvez esta seja a forma de estimular os jovens para a Literatura, criando livros de fácil leitura.

OBasto: A terminar uma última pergunta. Sabemos que é recente a sua primeira aventura literária. Mas considera que é uma aventura que só agora começou e que dedicará o seu tempo a outras obras futuras ou como o seu próprio livro deixa no ar: o destino logo o dirá?

Ana: Só agora começou. Obras futuras? Certamente. Mas o destino logo vos dirá…
O que não posso dizer mais tarde é obrigada ao vosso jornal. Obrigada pelo vosso carinho e atenção. Foram os primeiros a fazer referência à minha obra, por isso concedi esta entrevista com todo o carinho e respeito pelo vosso trabalho. Beijos e até sempre.

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Comentários (1)
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