24 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 16-10-2014
Por: Redacção
"O nosso maior património são as pessoas"
Duarte Nuno Basto
Em entrevista ao jornal “O Basto”, Duarte Nuno Basto, presidente da Comissão Política da Secção do PSD de Cabeceiras de Basto reconhece a dureza dos desafios, mas afirma que a sua equipa está disponível, determinada e movida por uma ambição forte.

Após a retirada da confiança política ao vereador eleito nas última autárquicas, o PSD apresentou ao executivo camarário um conjunto de propostas para o orçamento de 2015. Sete medidas direcionadas para a fixação das pessoas no concelho de Cabeceiras de Basto.

Como é ser dirigente do PSD numa terra sociologicamente social-democrata, mas que tem uma Câmara socialista há sucessivos mandatos? Há razões objetivas para que tal aconteça?

Essa é uma questão muito interessante. O que é isso de ‘terra sociologicamente social-democrata’? Talvez esse tenha sido um dos principais erros do PSD dos últimos anos: pensar que essa suposta tradição social-democrata era suficiente para que as pessoas acreditassem nas soluções que o partido propõe. É errado afirmar que somos os preferidos das pessoas. Chega a ser, até, arrogante, dizer que temos a confiança das pessoas garantida por qualquer tradição ou herança. Essa confiança conquista-se com trabalho, muito trabalho. A tradição faz-se em cada momento, em cada contacto com as populações.

Quais são os pontos fortes da sua CPS?

Já tive ocasião de dizer que esta Comissão Política é uma mistura de juventude e de experiência. Procurámos esta receita: chamar novas caras, jovens, com ideias diferentes e com energia renovada, cruzando com elementos mais experientes e com traquejo político. Considero uma mistura feliz, mas devo acrescentar que a equipa não se esgota na Comissão Política, há outras pessoas envolvidas neste projeto e espero que possamos ser ainda mais no futuro.
Reconhecemos os desafios que temos pela frente. Será duro, mas estamos disponíveis, determinados e movidos por uma ambição forte.

Recentemente foi retirada a confiança política ao vereador Professor Mário Leite. Como é que o PSD de Cabeceiras vai exercer o seu papel de oposição?

Esta Comissão Política assumiu, desde o início, que exerceria uma oposição responsável e construtiva. Uma oposição que afirma as convicções do partido na defesa do interesse comum. Esta foi a postura antes de retirarmos a confiança política ao ex-vereador do PSD e é esta a atitude que mantemos após a decisão. Neste ponto não mudamos nada.
Ora, deixando de estar representados pelo Professor Mário Leite, o que pretendemos foi esclarecer o posicionamento político do PSD. E qual é esse posicionamento? Afirmar a identidade própria do partido, as ideias que propõe, a alternativa que defende. Não podemos esquecer nem defraudar as pessoas que acreditam em nós. Sentimos o apoio das pessoas, tivemos o apoio do plenário do PSD e estamos mais convencidos que tomámos uma decisão acertada.
O nosso trabalho de oposição é sereno e responsável, ouvindo as pessoas, trocando ideias com elas. Queremos refletir essas ideias nas propostas que apresentamos, seja nas Assembleias de Freguesia, seja na Assembleia Municipal ou ainda junto do Executivo Municipal… aliás, como o fizemos com as 7 medidas que lançámos recentemente.
Tendo retirado a confiança política ao ex-vereador do PSD, podemos esperar uma aproximação ao IPC?
Essa pergunta parece dizer que o PSD esteve próximo do PS… (sorriso). Deixe-me começar por dizer que o PSD apoiará todas as propostas que entende serem positivas para os cabeceirenses, venham elas de onde vierem. Se são positivas, então contam com o nosso apoio.

Mas, uma aproximação com o sentido que a pergunta lhe quer dar e, em concreto uma aproximação ao IPC?

É uma ideia que não tem cabimento. O movimento IPC teve o mérito de juntar e mobilizar um conjunto de pessoas descontentes com a política e com vontade de mudança. No entanto, julgo que aqui pode estar, também, a sua maior fraqueza: não encontramos uma linha política consistente que possa traduzir uma alternativa verdadeira aos últimos 20 anos de governo local socialista. Atrevo-me a dizer que, do ponto de vista ideológico, o PS e o IPC têm muito mais em comum do que o PSD com qualquer um deles. Acredito que o PSD apresenta um projeto de desenvolvimento verdadeiramente alternativo para Cabeceiras. É isso que procuramos afirmar, em parceria com os militantes e simpatizantes.

Falou no conjunto de 7 medidas que o PSD propõe para o próximo orçamento municipal. Que expectativa tem em relação à sua implementação?

Quero dizer que fiquei muito satisfeito com o trabalho que realizámos para elaborar estas propostas. Estou certo que é isto que as pessoas esperam de nós. Poderão concordar ou discordar destas medidas; poderão até complementá-las, mas estamos a focar a nossa discussão naquilo que é útil para a nossa comunidade.
Estas 7 propostas, às quais demos o nome de ‘Fixar para Desenvolver’, pretendem combater dois problemas bem atuais: por um lado a desertificação das nossas terras, com a fuga de pessoas para outras zonas do país ou para o estrangeiro, procurando outras perspetivas de vida; por outro lado o envelhecimento da população cabeceirense, com consequências dramáticas para a dinâmica do concelho. É claro para nós que são as pessoas que aguentam e desenvolvem as terras. Isto é ainda mais decisivo em concelhos como o nosso, que sofrem com a inclinação do país para o litoral.
É certo que são problemas complexos e que não se resolvem do dia para a noite, mas o PSD quer estimular a natalidade e a fixação das pessoas, sobretudo dos mais jovens. Propomos um apoio a cada criança nascida e residente em Cabeceiras. Propomos o apoio à fixação dos jovens e casais jovens, seja ao nível do arrendamento, do IMI ou do IMT. Queremos ainda introduzir uma dose de justiça social para com as famílias que tenham 3 ou mais filhos, através da criação do Cartão Municipal de Famílias Numerosas e da revisão da tarifa da água. Deixe-me dar-lhe um exemplo: no meu agregado familiar somos três: pai, mãe e filho, e consumimos água, claro. Seja para a higiene, seja para lavar roupa, ou loiça, ou para cozinhar, consumimos água. Ora uma família com mais de 3 filhos, e portanto com mais de 5 elementos na família, tem forçosamente consumos superiores, para a mesma qualidade de vida. Então, ao revermos a tarifa da água tendo em conta o consumo per capita, estaremos a ser mais justos para com estas famílias.
Em suma, são propostas que estabelecem uma prioridade a médio prazo, que não pode ser esquecida pela gestão do presente, mesmo com os constrangimentos financeiros atuais. São propostas para o futuro que, acreditamos serem positivas para os cabeceirenses. O nosso maior património são as pessoas.

Teme que os constrangimentos financeiros a que se referiu não vão comprometer a implementação destas medidas?

Bom, é sabido que os tempos são de aperto financeiro. Estes constrangimentos financeiros resultam da crise nacional atual, mas também são fruto de opções políticas do passado, para as quais alertámos várias vezes.
Entendemos que não podemos comprometer a gestão do presente. É preciso respeitar os compromissos assumidos pelo Município, garantindo o funcionamento do presente. Mas isso não nos pode impedir de olhar para o futuro e é o que queremos, com as nossas propostas.
Sabe, é uma questão de escolha. Quando os recursos são limitados, temos de fazer escolhas. O PSD escolhe fixar para desenvolver.

Há mais medidas a serem preparadas para apresentar aos Cabeceirenses?

Sim, isso mesmo. O nosso trabalho político não se esgota aqui. Lembro que os autarcas do PSD têm apresentado contributos nas várias Assembleias de Freguesia do concelho. E lembro os casos de Riodouro, onde integramos o executivo, e de Basto, onde somos responsáveis pela gestão da freguesia.
Continuaremos esta ação política, responsável e serena, e teremos mais propostas para apresentar. Este é um trabalho que se faz com os cabeceirenses que nos ouvem e a quem ouvimos. Vai concordar comigo no seguinte: enquanto organização política, o papel do PSD é ouvir as sensibilidades das pessoas e traduzir isso em propostas concretas. De um modo genuíno e franco. Somos mediadores entre as expetativas das pessoas e a execução da política local.
Ainda assim, posso dizer que elegemos áreas importantes que merecem a nossa dedicação. A fixação das pessoas; o investimento no concelho e a criação de emprego; o turismo como dinamizador da economia local, para dar alguns exemplos.

O PSD tem vindo a realizar iniciativas em várias freguesias do concelho, quais são os objetivos pretendidos e qual é o balanço das visitas realizadas?

Vou usar uma expressão bem conhecida e que retrata bem o que pretendemos: vamos para fora, mas cá dentro. Com as rondas pelas freguesias queremos virar o partido para fora e contactar com pessoas e organizações que fazem o nosso concelho. Queremos enriquecer a nossa proposta política com o contributo real e efetivo das pessoas. Repare, ao aproximar o partido das pessoas, conhecendo as realidades locais, estaremos mais preparados para corresponder aos seus anseios.
Quanto ao balanço, deixe ver… há uma ideia que me surge de imediato: a forma de estar genuína das pessoas e as vidas que levam – em alguns casos vidas difíceis, mas determinadas - são inspiração para a ação política. É essa a riqueza que trazemos de cada contacto. Volto a dizer: somos mediadores entre as expetativas das pessoas e a execução política local. Temos a responsabilidade de corresponder a uma expetativa que é depositada em nós.

O que deve ser feito para conquistar a confiança dos cabeceirenses de forma a que estes percebam que o PSD é a melhor força partidária para governar os destinos de Cabeceiras de Basto?

Talvez seja a pergunta mais desafiante de todas. Bom, vamos por partes. Em primeiro, devemos falar de forma clara e positiva. Julgo que as pessoas já não querem uma política azeda e de permanente conflito. Isso não diz nada às pessoas e às suas vidas. Em segundo, é altura de envolver os cabeceirenses num compromisso de desenvolvimento partilhado. Seria chocante dizer que o PSD não quer governar os destinos de Cabeceiras, verdade? Mas podemos andar lá perto… Não queremos governar por governar. Queremos sim, ser facilitadores de um governo feito pelos próprios cabeceirenses. Um governo que envolva e corresponsabilize as pessoas. Uma comunidade que cultive cabeceirenses ativos e evolua com a sua potencialidade humana. Acho que neste ponto, os jovens, com energia e capacidade, podem ter, também, um papel decisivo.
Imagine que cada cabeceirense se sente corresponsável pela gestão do interesse público, e que se envolve de forma genuína. Então, estou certo que teríamos mais capacidade para crescer como comunidade. Esta é uma visão bem feliz da ação política, e acho que fazem falta visões felizes.

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Comentários (15)
Anónimo disse

Há ali um palerma para os lados da faia que não concorda e até diz o contrário (falamos do título, claro).


11 de Março de 2015 02:38




Maria disse

Conhecendo a pessoa Duarte Nuno Bastos muito antes de qualquer sonho e atividade politica, garanto que apesar de ainda jovem, é uma pessoa madura, profissional e de alto grau de honestidade, uma pessos que dignifica o lugar que possa ocupar seja aonde for.Penso que os principios do Duarte Nuno serão aplicados nas suas ações profissionais, politicas etc.A politica portuguesa tem sim falta de gente boa e Honesta e profissional. Acredito que gente jovem e empenhada como Duarte Nuno venham a ser uma mais valia para o nosso País no futuro seja em que partido for. Os partidos são constituidos por pessoas e dentro de qualquer partido ha gente mais credivel e menos credivel, mais honesta e menos honesta. No entanto eu conheço a grande PESSOA que é o Duarte Nuno e já tive o prazer de ser sua colega de trabalho numa empresa que nada tinha a ver com politica.Conseguindo ou não é dever tentar ajudar o concelho onde nasceu e reside com todo o seu empenho.Força Nuno contra todas as adversidades e luta pelo que achas ser correto!


12 de Novembro de 2014 14:44




joaquim oliveira, vn disse

os meus parabéns caro duarte bastos


06 de Novembro de 2014 18:36




Anónimo disse

ora ora... essa acusação de tiques de elitismo, fingimentos e essas coisas, mais parece um complexo de inferioridade...


27 de Outubro de 2014 22:37




Anónimo disse

portugal portugal portugal


20 de Outubro de 2014 12:19




Anónimo disse

Caro anónimo das 14:58, concordo que o descreve é populismo e condeno esse tipo de markting político, mas infelizmente para si não sei do que está a falar, e desculpe que lhe diga mas está a anos-luz quanto à sua noção de onde venho. Atenciosamente anónimo das 15:01


19 de Outubro de 2014 15:41




Anónimo disse

por uns não devem pagar os outros e o eng. Nuno Bastos está a relançar o partido e bem com uma postura que é uma ruptura entre o passado e o agora. e para além disso, é uma jóia de pessoa. e quem ler a entrevista percebe o que lá ele transmite... anónimos somos todos bons... o que interessa é apoiar o costa.........(NAO)


19 de Outubro de 2014 15:02




Anónimo disse

Populismo e demagogia é ir vindimar e tirar fotos para fazer política........ Seria a mesma coisa que outros líderes irem à missa e depois de tirar as fotos publica-las com a legenda de: "X" partido/movimento na missa !!! Caro anónimo das 12:17, poupe-nos....... já percebemos de onde vem


19 de Outubro de 2014 14:58




Anónimo disse

Caro anónimo das 17:33, sobre populismo e demagogia, também existem demasiadas teorias conspiratórias que nos têm vindo a tolher os olhos desde há muito tempo. Também não percebo o porquê de insistirem em algo que usei a título de exemplo (a tal "teoria") para melhor explicar o meu comentário, e fazerem disso o tema da conversa, quando o que está em discussão é o futuro de cabeceiras e os projetos que as forças políticas têm. Lamento imenso que a minha opinião possa desagradar, e que inevitavelmente, vocês procurem defender o vosso partido e as suas opções políticas. Só tenho pena é que o façam pelo caminho mais fácil, descredibilizando a opinião dos outros ao invés de, com argumentos, debater o que está a ser discutido, ou pelo menos contrapor aquilo eu que disse. Reconheço que possa ter sido um tanto cáustico no meu primeiro comentário. Não quis acusar ninguém de demagogia, até porque as referências que tenho do Engº Duarte Nuno Basto são as melhores, pelo que não me parece o tipo de pessoa que use da demagogia par obter resultados políticos. Cabe-me no entanto como cidadão ser exigente com aqueles que estão trabalhar para procurar dar um futuro melhor a cabeceiras e aos seus residentes. Aquilo que quis alertar é para a prática muito comum de uma oposição política com base no trivial e que nem sempre está tão próxima das pessoas e dos cidadãos como nesta entrevista o presidente da comissão política do PSD procura elucidar. Sobre a sua avaliação em relação ao meu comentário, está para mim claro, que não temos a mesma interpretação do que a palavra demagogia significa. Mas se quiser argumentar esteja à vontade. Eu por cá passarei para contrapor. Atenciosamente anónimo das 15:01


18 de Outubro de 2014 20:20




Anónimo disse

Antes de teorias sistémicas e conspiratórias que nos tolhem os próprios olhos (quanto mais os dos outros que queremos educar), convinha realçar a importância do populismo e a sua necessidade urgente em todas as democracias. O senhor anónimo inicial gostaria de referir-se à demagogia, certo? Prática a condenar no seu próprio discurso, se o analisar com cuidado.


18 de Outubro de 2014 17:33




Anónimo disse

O caríssimo Zé de Basto ficou incomodado com o meu comentário e como se não bastasse tenta agora tirar nabos da púcara para tentar descobrir quem sou, por trás do meu anonimato. Como se não bastasse tenta ser irónico e chamar os outros de parolos ou de burros, mas mais não vou dizer para não descer ao seu nível. Quanto àquilo de que me acusa, não sei onde foi buscar tal ideia, porque se houve pessoa que não foi contida, e que não poupou em palavras e argumentos fui eu, ao contrário do senhor que diz que deu uma olhadela à teoria geral dos sistemas, mas pelos vistos poupou muito em tentar perceber o que quis com ela invocar para a discussão. É com este tipo de atitude de sobranceria e desvalorização da opinião alheia, como aquela que aqui foi demonstrada por parte do sr Zé Basto, que certos elementos do PSD de cabeceiras não ganham credibilidade perante a opinião pública. Sou apenas um cidadão que proferiu uma opinião e uma crítica não apenas direccionada ao PSD e ao presidente da sua comissão política, mas antes a todos os jovens que estão ligados às forças políticas e que teimam em cometer os mesmos erros. Procurei também dar uma imagem hipotética da forma como alguns outros cidadãos vêm o PSD pelo lado de fora e não vale de nada tentarem colar-me ao partido A, B ou C. Seria inútil e não acrescentaria nada à discussão. Atenciosamente anónimo das 15:01


17 de Outubro de 2014 23:02




Anónimo disse

não são promessas, foram propostas feitas ao executivo.


17 de Outubro de 2014 19:42




O Zé de Basto disse

ó anónimo do 1º comentário desta notícia: depois de dar uma olhadela à "Teoria Geral dos Sistemas" conforme a sua sugestão só me apetece dizer que o senhor anda em contenção, talvez influenciado pelo Passos do Governo. Depois de no facebook andar a poupar o "H" no "há" do verbo "haver", agora no seu comentário poupa um "S" no seu "verifica-se". De tão poupado deve ter uma boa conta bancária. Um conselho: dedique-se aos cabritos lá pelos terrenos bravios de Abadim.


17 de Outubro de 2014 19:40




Anónimo disse

o ilustre jornal O Basto já escrevia o nome dos seus entrevistados de forma correcta... digo eu.


17 de Outubro de 2014 18:02




Anónimo disse

Com todo o devido respeito pelo engº Duarte Nuno Basto, Custa-me imenso constatar que enquanto político de uma nova geração, procure conquistar o eleitorado pelo coração, com alguns toques de populismo fácil. A sua estratégia política e as propostas que apresenta, que mais parecem retiradas de um qualquer programa eleitoral trivial, nada de concreto dizem quanto à sua exequibilidade, nem tão pouco garantem os objectivos a que se propõe, como os de contrariar o exôdo para os centros urbanos, a emigração, e consequentemente, a fixação de novos residentes. Mencionou e muito bem que a crise nacional é de importante relevo para os problemas que se vivem nas autarquias, mas em vez de ter a humildade de assumir que altos representantes do seu partido também foram e são responsáveis por ela, e pelo status quo em que se vive, preferiu apontar o dedo com os chavões do "bem que avisámos". E é aqui o ponto-chave que eu gostaria de ver debatido pela nova geração de políticos cabeceirenses, que ao que me parece, andam alheados do contexto sistémico em que se vive. Enquanto os Cabeceirenses e os atores políticos continuarem a pensar na sua comunidade isolada, no seu mundinho, nos amiguinhos e nos umbiguinhos, esquecendo de olhar em redor, pouco mudará. Gostava de saber sim, qual a perspectiva que os nossos políticos tem sobre o que o Concelho tem para oferecer à comunidade e o que as pessoas têm para lhe oferecer. Qual a relação social e comercial que existe entre concelhos vizinhos e entre as comunidades distritais, como estão a ser canalizados os recursos, que potencialidades podem ser desenvolvidas para o crescimento se proporcionar numa base de relação entre populações e de partilha de recursos. Falo de emprego, indústria, comércio, meios de transportes, ordenamento do território, saúde, educação, agricultura, turismo, bens transacionáveis... É dar uma olhadela à Teoria geral dos sistemas e talvez se perceba da importância do que estou a falar. Por outro lado, dizer que o maior património são as pessoas, isso só é verdade quando a elas lhes são dadas oportunidades para por em prática as suas potencialidades, portanto deixemos-nos de conversas de treta sobre promessas e propostas sobre baixar impostos, condicionar taxas, etc. Falemos antes de política a sério, porque caso contrário soa a populismo, e perdoem-me a franqueza, mas quando vejo este tipo de títulos "O nosso maior património são as pessoas", só me apetece rir. Até acreditaria nas palavras, se verifica-se que a atitude que o engº Duarte Nuno Basto e os seus colegas de partido demonstram perante as pessoas no dia a dia estivesse em concordância. Mas infelizmente, o que noto muitas vezes, são tiques de elitismo. Noto que passam pelas pessoas ignorando-as, não as cumprimentando, parecendo fingir que não as conhecem, com excepção dos períodos de campanha eleitoral pois claro, porque aí já interessa. Isso é feio, e da minha parte é um descrédito total. Anónimo das 15:01


17 de Outubro de 2014 12:17








Anónimo:



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Este vídeo foi apresentado no oitavo aniversário da adbasto (Associação de Desenvolvimento Técnico-Profissional das Terras de Basto), e conta, visual e oralmente, a história desta associação.
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