24 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 07-10-2014
Por: Redacção
Associação de Abadim deve milhares de euros na obra do antigo matadouro da Ranha
Inauguração do espaço a 18 de agosto de 2013
Após protocolo com a Câmara Municipal, em 2013 a Associação Recreativa, Desportiva e Cultural de Abadim (ARDCA) procedeu a uma candidatura a fundos comunitários para obras de qualificação do edifício do antigo matadouro da Ranha. Após obra feita e inaugurada em campanha autárquica a candidatura foi ‘chumbada’, resultando numa dívida de milhares de euros ao construtor.

No dia 13 de Dezembro de 2012 a Associação Recreativa, Desportiva e Cultural de Abadim (ARDCA) enviou um ofício à Câmara Municipal onde solicitava a gestão da praia fluvial da Ranha. Posteriormente, no dia 20 de Dezembro de 2012, teve lugar a reunião de Câmara Municipal na qual foi cedida a gestão da praia fluvial da Ranha à ARDCA, incluindo a gestão do edifício do antigo matadouro ali localizado, “com o objetivo de dinamizar esta estrutura de lazer”, como pode ler-se na ata da mesma reunião. A cedência foi executada atribuindo a designada gestão por um prazo de dez anos “renovando-se automaticamente por iguais períodos”. Esta cedência tinha como fim a qualificação dos referidos espaços pelo que a ARDCA comprometia-se à sua “beneficiação, qualificação e dinamização.”

Neste sentido a ARDCA avançou em 2013 com uma candidatura a fundos comunitários enquadrada no Programa de Desenvolvimento Rural (ProDer) através da Associação de Desenvolvimento Rural ProBasto. Esta candidatura pretendia garantir fundos para avançar com obras de qualificação do edifício do antigo matadouro da Ranha, no sentido deste edifício servir de apoio à praia fluvial. Estaria previsto que grande parte do custo total, que se crê ter sido na ordem dos 90 mil euros, seria suportada pelos fundos comunitários enquanto que a Câmara Municipal se comprometia a atribuir uma parte do financiamento à ARDCA para a qualificação do edifício que se sabe ter sido de cerca de 20 mil euros.

A 18 de Agosto a obra foi inaugurada em plena campanha autárquica pelo ex-presidente de câmara Joaquim Barreto e pelo atual presidente Serafim China Pereira. Em comunicado oficial na altura da inauguração a Câmara Municipal informava que o edifício de apoio à praia fluvial estaria aberto todos os dias das 9h00 às 18h30 sob gestão da ARDCA. No entanto, mais de um ano após a inauguração o espaço nunca esteve aberto ao público. A redação do jornal apurou que esta situação se deve a uma dívida de milhares de euros ao construtor uma vez que a candidatura a fundos comunitários foi reprovada e como tal o dinheiro nunca chegou.

A redação apurou ainda que a ARDCA e a Câmara através do protocolo conjunto deram ordem para que a obra fosse feita sem qualquer informação que indicasse que a candidatura seria ou não aprovada, correndo um risco que acabou por acontecer, isto é, uma avultada dívida ao empreiteiro. Desconhecendo as razões pela qual a candidatura não foi aprovada, a redação tem conhecimento que a verba da Câmara Municipal já foi entregue à ARDCA e esta já procedeu ao  devido pagamento, restando agora a parte de se esperava ter vindo de fundos comunitários.

O jornal O Basto entrou em contacto com o empreiteiro responsável pela obra que referiu “não prestar declarações sobre a situação” uma vez que se trata de uma questão interna da empresa, no entanto, declarou ainda “não confirmar ou negar” a existência da dívida. A redação contactou ainda a presidente da direção da ARDCA que adiantou que o espaço de apoio à praia fluvial nunca chegou a abrir ao público “pela existência de procedimentos pendentes que adiaram a abertura”, sem no entanto especificar mais. Para além disso referiu os “problema das salmonelas” na praia fluvial e “um verão não propício” para os banhistas como condições para a não abertura do espaço. Sobre a acima referida dívida, nem uma palavra.

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Comentários (5)
Anónimo disse

Conclusão no meio desta lama toda o Jornal é que é o mau da fita. Ainda ninguém percebeu que o grave da situação é haver uma Associação que foi usada para fins políticos nomeadamente em fazer candidatura a fundos para uma obra que o Barreto quis concluída em tempo record a fim de a inaugurar em tempo de campanha eleitoral. Esta obra foi feita antes mesmo da candidatura ser aprovada. Agora a Associação tem a divida, mesmo que a pague no futuro, actualmente não deixa de ser uma divida injustificável porque apenas arriscaram para que o Barreto fica-se com os louros sacrificando a Associação e as suas pessoas. Na cabeça de algumas pessoas os bons ainda são os malabaristas em que todos os fins justificam os meios..


21 de Outubro de 2014 12:36




Rui disse

O anónimo das 14:26 apenas quer enlamear. Lança farpas, mas não concretiza. Critica, mas não fundamenta. Insulta, mas não quer réplica. Enfim, é mais um 'troll' que navega de caixa de comentário em caixa comentário com o objetivo de enlamear, descredibilizar e promover a maledicência.Não há paciência.


17 de Outubro de 2014 14:10




Anónimo disse

Dizem-se as maiores asneiras neste pasquim de quiosque rasca. Insultos e outras barbaridades. Alguém apresenta uma crítica e bem logo o comité da redação, tipo dupla virgem ofendida. Não vos falta vergonha. mas como diz o outro, o fogo está ateado, vamos ver que fica com os louros do apagamento.


14 de Outubro de 2014 14:26




Jornal O Basto disse

Caro Jf, A sua opinião com a validade de lhe pertencer e de deter o direito de a expressar fica registada. Não fazemos sobre a mesma qualquer julgamento de valor mas apenas de facto. Assim, no que concerne a esse julgamento de facto, discordamos plenamente da sua opinião porque no campo do factual a mesma está errada. Aceitamos que não veja o Jornal O Basto com credibilidade mas não aceitamos que o diga que lançamos a noticia acima publicada sem comprovativos que justifiquem a mesma. A informação que chegou à nossa redacção, pelas fontes que chegou, foi considerada pela direcção do Jornal O Basto como fidedigna. No entanto, por razões óbvias a natureza da fonte não foi divulgada. Além disso, o Jornal O Basto, ao contrário de outras fontes de informação, contactou os intervenientes sem que nenhum desses tenha negado a informação recebida pela redacção. A terminar, agradecemos as felicitações pela noticia com a garantia que continuaremos com o bom trabalho pela informação de qualidade, sempre assente na verdade. Bem-haja, O Jornal O Basto


12 de Outubro de 2014 19:39




Jf disse

já achava, mas agora comprovo, jornal "o Basto" perdeu toda a credibilidade possível. Como pode ser possível lançarem tal afirmação sem comprovativos que comprovam a veracidade da afirmação. A redacção esta de parabéns pela "excelente" noticia, podem crer que através destes boatos não ganham o protagonismo exigido.


11 de Outubro de 2014 14:47








Anónimo:



opinião demarcada
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