24 de Fevereiro de 2018
Cabeceiras de Basto | 31-03-2014
Por: Redacção
Tela de S. Miguel – um “tesouro” escondido agora revelado
Local onde foi encontrada a tela pelo Padre Marcelino.
Julgando-se perdido, estava escondido um “tesouro” agora revelado. Apresentada ao público dia 15 de Fevereiro, na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a tela de S. Miguel, com 7,5 metros de altura e 2,9 metros de largura, com data estimada da segunda metade do séc. XVIII é atribuída a autoria a Pascoal Parente.

Muito embora, essa alegada autoria, seja vista tanto pelo actual Padre Manuel Baptista, responsável pela paróquia de Refojos, Outeiro e Painzela como pelo anterior responsável da paróquia, o Padre Marcelino Esteve, com alguma reticência, comunicando à redação que só através de um trabalho de comprovação por especialistas se pode afirmar com segurança a autoria.

O Padre Marcelino Esteves, aliás o protagonista desta história com final feliz, uma vez que foi ele o “autor” desta descoberta, disse em declarações à redação que é imperativo fazer um estudo sobre a técnica para a comprovar a veracidade da autoria, sem isso é absolutamente erróneo afirmar a autoria, como já foi apresentado pela Câmara Municipal.

Esta belíssima tela de grandes dimensões que cobre o altar-mor foi alvo de um profundo trabalho de conservação e restauro que esteve a cargo esteve a cargo da Dra. Olga das Oficinas Santa Bárbara – conservação e restauro. As oficinas de Santa Bárbara estiveram ainda responsáveis pela limpeza e higienização da máquina do altar-mor.

Na cerimónia da apresentação da tela estiveram presentes o presidentes da Câmara, Dr. China Pereira, o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, o pároco de Refojos, Outeiro e Painzela, Padre Manuel Baptista e o Padre Marcelino Esteves e ainda outras entidades públicas e religiosas bem como bastantes cabeceirenses que quiserem apreciar pela primeira vez a tela.

Nos habituais discursos, o Padre Manuel Baptista expressou que “Existe uma interação entre fé e arte. A fé estimula a arte, e a arte favorece a vivência da fé, por isso de imediato se pensou no restauro desta tela, para que, depois de tantos anos, pudesse ser devolvida à sua função original. Apesar do seu valor artístico, esta peça não pôde ser enquadrada numa candidatura, pelo que o Conselho Económico de S. Miguel de Refojos decidiu, a suas expensas, avançar com o restauro desta valiosa obra de arte, contratando para o efeito as Oficinas Santa Bárbara.” No final agradeceu ao seu antecessor Padre Marcelino Esteves que “que, graças ao seu zelo pelo património, fez esta magnífica descoberta”
A terminar, o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga deu graças a Deus por esta magnifica descoberta, lamentando que este espirito de preservação não seja generalizado para com todo o património cultural e religioso nos diversos locais sagrados do país.

Na próxima edição do Jornal O Basto será apresentada uma entrevista especial com o Padre Marcelino Esteves que nos contará como se desenrolou todo o processo, desde a descoberta até à apresentação da tela.

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