22 de Fevereiro de 2018
Terras de Basto | 24-03-2014
Por: Redacção
Reportagem: Rede de Bibliotecas de Basto e Barroso – mais que um recurso uma visão integrada
Coordenadores da RBB no Cen tro de Formação de Basto.
O nascimento da RBB, rede de bibliotecas de Basto e do Barroso, está indissocialvelmente ligado ao Centro de Formação de Basto, que é constituinte dos seus órgãos sociais bem como a sede da RBB.

No dia 15 de Janeiro de 2007, quando foram comemorados quinze anos do Centro de Formação de Basto, estabeleceram-se protocolos entre todas as bibliotecas escolares e municipais da Região (com as bibliotecas de Cabeceiras, Mondim, Celorico, Ribeira de Pena e Montalegre), no sentido primordial da partilha de (in)formação, criando-se para tal um catálogo colectivo com mais de 170 mil títulos. É precisamente nesta partilha, nesta visão integrada da utilização de recursos, que reside o principal eixo estratégico da RBB bem como a sua maior potencialidade. Isto, indo de encontro ao que próprio manifesto da RBB apresentam, como a possibilidade de, através da rede se “racionalizar custos; fomentar o alargamento e a troca de recursos, realizar iniciativas conjuntas de divulgação, animação e formação aberta à comunidade”, entre outros.

A redação do jornal O Basto esteve à conversa com quase todos os coordenadores das bibliotecas municipais integradas na rede, bem como um membro da equipa de coordenação da rede e actual director do Centro de Formação de Basto que nos falaram das ferramentas que este recurso integrado disponibiliza na dinâmica das bibliotecas e ainda nas potencialidades para o futuro que ainda não estando a ser aproveitadas, poderão melhorar a rede no futuro.

Da ideia ao crescimento

Á conversa com o Dr. Francisco Laranjeira, também da equipa de coordenação da RBB e actual coordenador da Biblioteca Municipal de Mondim, percebemos que a ideia inicial e basilar que despoletou a criação da rede assenta na criação de uma estrutura comum que estimulasse o crescimento das bibliotecas públicas concelhias da região de Basto e Barroso. Para tal, fazendo-o de uma forma intermunicipal e partindo do ponto em que vivemos numa sociedade de informação em que a informação tem de circular. Por outro lado, afirma, a grande missão da rede é ir ao encontro das necessidades de informação da população, o que na sua perspectiva é o maior desafio da rede, dando para tal o exemplo de que “ um miúdo que está em Montalegre pode através do website da rede saber que um livro está em mondim e requisitá-lo junto da sua biblioteca em Montalegre que aí o receberá por correio sem qualquer custo para o leitor.”

Nas palavras do Dr. João Machado de Sousa, director do Centro de Formação de Basto, este projecto “é a menina dos nossos olhos (risos)” porque acima de tudo “nos associa, porque pôs a bibliotecas municipais e as bibliotecas escolares a conversar e a partilhar, e isto é que é fundamental residindo aí mesmo o nosso pioneirismo porque a dinâmica gerada permite não só que a rede funcione como também permite que cada uma das bibliotecas seja por inerência estimulada no seu funcionamento.” Em nota de imprensa enviada à redação do jornal o Presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, considera que “A RBB não procura intervir apenas na população em idade escolar. Melhorar, validar e aumentar as competências de literacia da população adulta, que está no mercado de trabalho ou à procura de emprego, é também um desiderato da Rede. Só desta forma conseguiremos criar adultos ativos, participativos, críticos.”

Do crescimento a ideias para o futuro


No que diz respeito aos aspectos que podem ser melhorados, isto é, às potencialidades que a rede possui e que ainda não estão a ser exploradas, todos os coordenadores das bibliotecas com os quais tivemos oportunidade de conversar estavam de acordo. Conseguir que uma ou duas pessoas estejam designadas a tempo inteiro para trabalhar na manutenção, no crescimento e desenvolvimento da rede é um dos sonhos de toda a equipa confessa o Dr. João Machado de Sousa que acredita que com o tempo lá se chegará. Este ponto é essencial porque quem trabalha na rede, fá-lo de forma voluntária para além do seu trabalho profissional nas respectivas bibliotecas Por outro lado, a Dra. Maria José Alves da biblioteca municipal de Cabeceiras e a Dra.Maria de Fátima Cunha da biblioteca municipal de Celorico afirmam que a rede só dará um passo em frente quando o software da rede permitir a criação de contas personalizadas para cada leitor, onde fazendo um registo pessoal pode requisitar os seus livros sem sair de casa. A isto Dr. Franscisco Laranjeira acrescenta que a rede só terá a ganhar quando cada concelho implementar as suas próprias redes concelhias, com as associações, todas as escolas, as paróquias e as fundações.

Perante tudo isto o grande mote destes profissionais que criaram a rede é a luta pela promoção da cultura e do conhecimento que não sendo fácil, esperemos que a consigam vencer.

Nota da redação: A redação do Jornal agradece a disponibilidade de todos os que colaboraram na entrevista, lamentando que todos os testemunhos não tenham sido incluídos e que o mereciam pela sua pertinência e importância para a discussão do desenvolvimento na região de Basto.

Achou esta notícia interessante?
Comentários (1)
José Maior disse

É só doutoras e doutores nestes artigos e reportagens...


27 de Março de 2014 21:45








Anónimo:



opinião demarcada
Vídeo em Destaque
Este vídeo foi apresentado no oitavo aniversário da adbasto (Associação de Desenvolvimento Técnico-Profissional das Terras de Basto), e conta, visual e oralmente, a história desta associação.
Notícias
  • Últimas
  • + lidas
  • + comentadas
  • + votadas
edição impressa