24 de Fevereiro de 2018
Terras de Basto | 24-03-2014
Por: Redacção
EDP “adia” Barragem do Fridão para lá de 2022
Imagem do Rio Tâmega eutrofizado
A EDP pode ter desistido ou pelo menos adiado o projecto da Barragem do Fridão para lá de 2022. O jornal O Basto sabe, de fonte segura, que os presidentes de Celorico, Mondim de Basto e Amarante foram convocados para uma reunião com a “elétrica” e o Ministério do Ambiente onde lhes foi transmitido essa mesma informação.

Embora a EDP não tenha encerrado definitivamente o assunto, a construção da barragem estará pelo menos suspensa até 2020. Já numa reunião recente na Assembleia Municipal de Amarante, os presentes tiveram conhecimento de que, até 2022, a EDP não teria qualquer intenção de dar início ao projecto. Desconhecem-se em pormenor quais as razões desta opção por parte da EDP, mas é sabido que aquela empresa reavaliou tecnicamente a barragem e aparentemente não se tratará de um projeto prioritário neste momento. Assim sendo, poderá estar em causa a criação de 1000 a 3 mil postos de trabalho, durante a fase de construção do empreendimento.

O jornal O Basto contactou o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, que, confrontado com a questão, não desmentiu a reunião, mas pouco adiantou acerca do que foi tratado na mesma, apenas referindo que não possuía informação de que o adiamento não fosse por prazo tão longo.

Recorde-se que, desde 2010, o município de Mondim tem-se esforçado para garantir o máximo de contrapartidas da construção da Barragem. Além do protocolo assinado entre a autarquia mondinense, a EDP e o governo que previa a construção da ligação a Celorico e à Variante do Tâmega, em 2011, Cerqueira realizou um outro protocolo que previa o investimento da elétrica no concelho. O conjunto de obras, de valor superior a 20 milhões de euros, tinha em vista a melhoria dos cuidados de saúde, dotando o concelho com uma viatura de emergência médica e uma unidade móvel de saúde. A elétrica também tem apoiado financeiramente a manutenção do Serviço de Atendimento Permanente no Centro de Saúde de Celorico de Basto.

Ora, o recuo nas pretensões da EDP pode por em causa tudo aquilo que foi acordado, adiando de forma indefinida os vários projectos que Mondim pretendia, para mitigar o impacto da albufeira, com mais desenvolvimento infraestrutural e maior proximidade ao litoral.
Ainda em Julho de 2013, Cerqueira deslocou-se a Lisboa para reunir com António Mexia tendo sido na altura reafirmado que a elétrica, agora na mão dos chineses da “Three Gorges”, mantinha o interesse em construir aquela barragem no rio Tâmega.

Estes recentes desenvolvimentos no Vale, terão precipitado também o encontro e a tomada de posição conjunta de três Presidentes de Câmara da Região de Basto (Cabeceiras, Mondim e Celorico) que exigiram junto do da inscrição da conclusão da Variante do Tâmega, prometida há 30 anos, no próximo Quadro Comunitário de Apoio.

A redação deste jornal também contactou o gabinete do edil de Celorico de Basto, mas até ao fecho desta edição, não obtivemos resposta de Joaquim Mota e Silva.

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